Além da conjuntura mundial, havia uma crise entre os participantes da lista da Bicicletada e até mesmo nas próprias Bicicletadas, algo que apontava para um futuro meio incerto do movimento. Depois com o falecimento da nossa amiga o tema simplesmente foi reforçado e fizemos de tudo para a bicicletada recuperasse a alegria e descontração, ou seja, nossa marca registrada.
Como não foi diferente das demais homenagens a nossa amiga, a chuva novamente apareceu na Bicicletada da Paz, mas não foi uma chuva qualquer, e sim a maior tempestade que já presenciei durante uma Bicicletada. Foram mais de 5 horas de chuvas ininterruptas, desde as 19h00. Hora muito forte, hora uma garoa, hora muito forte novamente, nada impediu para que mais de 150 ciclistas participasse do encontro.
Nem uma enxurrada na Avenida São Luis e Rua Augusta foi o suficiente para atrapalhar a alegria que fez falta nas ultimas Bicicletadas. Fotos foram poucas, mas tivemos descontração e paz de sobra. O contato com os motoristas foi muito bom, principalmente com os motoristas de ônibus. Antes da mandala no cruzamento mais famoso da cidade, um motorista de ônibus interagiu alegremente com o pessoal o que fez a galera em coro gritar a frase “O bom motorista é amigo do ciclista”.
Mandala na Ipiranga com a São João
Paz no trânsito é algo realmente possível, basta termos isso em mente na hora que saímos de casa, principalmente se vamos dirigir uma máquina com mais de uma tonelada. O exercício da paz tem que ser treinado e realizado diariamente. Não podemos deixar que o Sr. Walker se transforme no Sr. Wheeler só porque encostamos os dedos em um volante de um veículo automotor. Que a paz um dia vença essa guerra.