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Ciclovia na Marginal: só na Pinheiros
06/10/2009
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Todas as terças eu publico um texto na coluna Seu Destak do Jornal Destak de São Paulo. No final da página há links para todas as colunas já publicadas e aqui, as vezes com algumas imagens. |
Cadê o secretário de Transportes? Ele não é parte interessada em um projeto cicloviário para o município?
Ontem participei de uma reunião no Palácio dos Bandeirantes para uma apresentação da futura ciclovia nas margens do rio Pinheiros.
A situação: existe uma pista asfaltada entre a represa Billings e a Usina da Traição, na Vila Olímpia, com dois acessos em seus extremos. A CPTM pretende abrir a pista como ciclovia em no máximo 120 dias.
Há um projeto mais amplo, com a transformação de toda aquela área num parque com ciclovias em ambos os lados. Esse projeto deve demorar muito tempo para sair do papel. Por isso, a CPTM quer entregar à população o que já está pronto.
O problema: há apenas dois acessos, em seus extremos. Se for inaugurada sem acessos junto às pontes do Socorro, João Dias e Morumbi, a ciclovia não terá eficiência como transporte, apenas como lazer.
As soluções? Convidaram o arquiteto Ruy Ohtake para projetar os acessos, mas ele só apresentou um projeto conceitual, com acessos entre os parques Villa-Lobos e do Povo. Não há previsão de entrega de tais acessos.
Foi criada uma comissão de ciclistas (da qual faço parte) que irá ajudar a projetar os acessos. Temos uma reunião com o Ohtake na próxima quarta-feira. Ao que parece, ele foi contratado por uma Oscip - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - apenas para projetar os acessos no trecho futuro, e não nesse que a CPTM pretende inaugurar. É aí que entra a parte nebulosa.
Tenho até medo de projetos faraônicos. Melhor construir passarelas como as de estradas, dessas que instalam em dois dias. Depois, que se derrubem e se construam as passarelas futuristas. Agora, temos de pensar em colocar já os ciclistas na ciclovia.
Se na quarta-feira perceber que a ciclovia será inaugurada só com acessos em seus extremos, ficarei frustrado, pois sei que tão cedo ela não será útil aos ciclistas. Para aumentar minha desilusão, segue a lista dos participantes da reunião, além da sociedade civil: o secretário da Casa Civil, o representante da CPTM, da Secretaria Adjunta do governo, do município, o secretario de Esportes, do Verde e...
Cadê o secretário de Transportes ou alguém da CET nessa reunião? A bicicleta não está na Secretaria de Transportes? Eles não são parte interessada em qualquer projeto cicloviário no município? É, caro ciclista de São Paulo, não se iluda, a coisa ainda está feia para nós. .
André Pasqualini
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