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Projeto Ciclofaixas – Mapeamento Capão Redondo até o Brooklin

Estou desenvolvendo um sistema para o usuário ver as rotas no mapa, com a possibilidade de acessar fotos de cada trecho e a classificação do trecho da rota níveis de dificuldade e segurança. Infelizmente ainda não terminei de desenvolve-lo e assim que estiver pronto atualizarei cada rota com o mesmo sistema. Enquanto isso, ao final do mapeamento, vou colocar os mapas de altimetria e os links com os arquivos kml, assim é possível ver as rotas pelo Google Earth

Nesse mapeamento percorri a região do Capão Redondo até o Brooklin, próximo a Avenida Luis Carlos Berrini com a Águas Espraiadas. Essa é uma rota muito utilizada pelos ciclistas da região Campo Limpo e Capão Redondo. Existem duas opções para os ciclistas chegarem até a ponte João Dias, a Estrada de Itapecerica e a Carlos Caldeira Filho.

A Estrada de Itapecerica tem um corredor de ônibus que vai do Terminal Capelinha até o Terminal João Dias. Ainda temos uma linha do Metrô que liga o Capão Redondo com o Largo Treze de Maio, centro de Santo Amaro.

Muitas opções e muita bagunça também, o ciclista que pretende se aventurar na região, em tese daria preferência a Avenida Carlos Caldeira. Totalmente plana, com 6 km de extensão, margeando o córrego do Morro do S até a Geovanni Gronchi, próximo da Ponte João Dias. Seria uma excelente opção, mas devido ao desrespeito por parte dos motoristas, é preciso tomar muito cuidado,  principalmente no sentido Centro-Bairro.

Entre as estações Capão Redondo e Campo Limpo, a Carlos Caldeira tem pista dupla e faixas largas, separadas pelo rio ao meio. Nesse trecho você pode pedalar com relativa segurança, já que o movimento de veículos não é muito grande. A partir da estação Campo Limpo, diminuem as faixas restando apenas 4, duas para ir e duas para a volta onde a atenção tem que ser redobrada.



A velocidade máxima é de 60 km/h, mas como não existe um radar sequer em toda a via, coisa rara é ver um carro trafegando abaixo desse limite. Para quem vem no sentido centro-bairro, o risco é de ser atirado para dentro do rio. Isso mesmo, eu quase fui atirado uma vez e segundo enfermeiras que trabalham no Hospital do Campo Limpo, já houve dois casos. Quase toda semana aparece um ciclista que foi atropelado nessa avenida, portanto muito cuidado. Ainda vou percorrer a rota de retorno e para essa, existem algumas alternativas interessantes, aguardem esse mapeamento.

Nessa região o ciclista não tem muitas opções, o melhor a fazer é torcer para que construam uma ciclovia que liga o Capão Redondo a Avenida João Dias. Já tive algumas conversas com o pessoal do Metrô e existe uma possibilidade, vamos ver se as conversas evoluam em algo prático.



Voltando para a rota, o ciclista consegue chegar na Ponte João Dias em, no máximo, 10 minutos. Ali temos o drama de todos os ciclistas da cidade, atravessar o rio. Se você é daqueles que só andam de carro, nunca devem ter notado o tormento que é atravessar a pé ou de bicicleta uma das pontes da cidade. A ponte João Dias não tem a menor estrutura para o pedestre, já o ciclista tem que se virar. Em horário de pico, não é tão penoso, pois os carros ficam praticamente parados e basta andar por entre eles. Já o pedestre deve ter muito cuidado, principalmente com os motoqueiros que dificilmente se preocupam com os eles.

Fora do horário de pico, os ciclistas tem que aumentar o ritmo, pois os carros cruzam a ponte a, no mínimo, 50 km/h, portanto o ciclista deve acelerar para andar junto com eles. Se você ciclista, vai seguir adiante pela avenida João Dias, acelere na descida, sinalize com a mão que você irá seguir adiante e mude para a faixa central. Quando procuramos sinalizar, a maioria dos motoristas costuma a respeitar e te proteger.

Travessia sobre a ponte - Sequencia

Como esta rota é para quem vai para a região do Brooklin, vamos pegar um pequeno trecho da Marginal Pinheiros. Aqui você terá duas opções, se o trânsito estiver parado desde a João Dias, compensa seguir pela marginal por entre os carros. Na via local existem dois corredores entre os carros. Vá pelo corredor da direita e deixe o da esquerda para as motos. Se sentir que há uma moto atrás de você, pedale tranqüilamente, pois há vários motoqueiros tem medo de trafegar no corredor da esquerda e preferem ir mais devagar pela direita. Portanto dificilmente um motoqueiro lhe incomodará nesse corredor. Claro, para toda regra há exceções, mesmo assim, concentre-se no seu pedal e só dê passagem quando realmente for seguro.

Nessa via, a velocidade máxima é de 70km/h. Um ciclista com uma boa bicicleta e com uma certa experiência, pode arriscar pedalar direto por ela, pois ele poderá desenvolver uma boa velocidade, ainda mais com a belíssima qualidade do asfalto da marginal. Nesse caso, o ideal é pedalar a pelo menos, 30km/h e ocupando, no mínimo, um quarto da pista. Mas porque?

Como a maioria dos motoristas não tem muita noção de distância, se você estiver muito próximo do bordo da pista, provavelmente eles irão te ultrapassar sem sair da faixa em que estão, nesse caso a fina será inevitável. Agora se você estiver pedalando mais próximo ao meio da pista, eles serão obrigados a proceder à ultrapassagem como fariam se você estivesse num caminhão a 20km/h. Ou seja, eles iriam para a faixa do meio, realizando assim uma ultrapassagem com segurança.



Agora se você não sente segurança em seguir pela marginal, poderá entrar no primeiro acesso a direita passando pela Vila Cruzeiro. Você pedalará um bom trecho com pouco tráfego de veículos, e ruas alternativas. Para evitar essas fugas dos motoristas para trechos residenciais, a CET fez um sistema de mãos de ruas que força você a voltar para a marginal, ou dar uma volta imensa para sair no Brooklin. Portanto o mais viável é voltar para a marginal de acordo com a rota. Entre a Rua da Paz e o Shopping Market Place, caso o trânsito não esteja parado, é aconselhável pedalar pela calçada da marginal. Tudo bem, é proibido, mas sua segurança em primeiro lugar. Ali há um guard-rail e no caso de choque você não tem nem como fugir para a calçada. Alem do mais, esse trecho tem pouquíssimo movimento de pedestres, portanto vá pela calçada, mas não corra e de sempre preferência ao pedestre.

Seguindo mais 1 km aproximadamente você chegará na Águas Espraiadas e poderá acessar a Luis Carlos Berrini chegando ao final do nosso mapeamento de hoje. Apesar de andar na calçada ser proibido pelo código de transito, pense sempre na sua segurança em primeiro lugar. Se necessário use-as, mas com prudência, dando sempre preferência ao pedestre. Conforme for adquirindo experiência você se sentirá mais a vontade em pedalar na rua entre os carros. Portanto não deixe de pedalar, infelizmente não é tão seguro quanto o carro, mas se não colocarmos bicicletas nas ruas,  jamais mudaremos essa situação.



Em breve, não deixe de acompanhar o texto sobre a Ciclovia da Águas Espraiadas.

Clique aqui para ver o mapa do trajeto

Clique aqui para ver a altimetria


Clique aqui para baixar o arquivo kml para o Google Earth com o trajeto da Ciclovia

André Pasqualini

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