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Saiba como foi a aventura
da ciclista que chegou 3 minutos atrás da moto no Desafio Intermodal
Eram
18:15 da tarde, a imprensa não deixava os participantes
se alinharem para darmos o sinal. Depois de muitos berros
o pessoal se aquietou, o Willian ligou para o Thiago,
e lá da prefeitura foi dado o sinal de largada.
Logo na saída minha corrente escapou e tive que
fazer cobrinha sobre a faixa de pedestre pra coloca-la
no lugar. Pronto, já estava vendo na primeira
página dos jornais “Nem bem foi dada a
largada e os Ciclistas já desrespeitaram as leis
de trânsito”. Pra minha surpresa, aquilo
pareceu tão normal a eles que não vi uma
menção sequer sobre esse ato falho.
Parece mais umas dessas infrações que
de tão comuns, passam a ser toleradas pelas pessoas.
Em tempo, os jornais fizeram questão de salientar
que a moto andou pelo corredor dos carros, alguns até
condenando-o como se os motoqueiros fossem proibidos
de andar no corredor, o que não é verdade.
Enquanto a Aruana, acompanhada pelo Willian, iam pela
rota mais difícil, as grandes avenidas, nós
fizemos o trajeto mais curto e buscando vias intermediárias.
Entramos na Berrini e sem demora quebramos para dentro
do Brooklin. Logo de cara a Cinthia passou um farol
vermelho e lá vai a primeira bronca.
As vias que escolhemos eram tão pouco movimentadas,
que tive que avisar a Cinthia que ela estava na contra-mão
e pedir educadamente para ela vir para a direita. Atrás
de nós seguia o Ardilhes repórter do G1,
de bike, fazendo a cobertura. Ai, ai, já estou
vendo o final da brincadeira.
Cruzamos a Bandeirantes e entramos na Vila Olímpia
pela Ribeirão Claro, com destino a Helio Pellegrino.
Estava tudo parado, mas íamos pelo corredor,
com todos os semáforos verdes e atravessando
aquelas valetas, que mais parecem córregos, a
25 km/h.
Subimos a Helio Pellegrino com destino a República
do Líbano, pois tínhamos a intenção
de atravessar o Parque do Ibirapuera. Qual o meio de
transporte que pode se dar ao luxo de incluir um passeio
por dentro do parque em seu roteiro?
Seguimos
pelas parcas ciclovias que temos na cidade com destino
ao portão que fica em frente ao monumento das
Bandeiras. Na saída a primeira surpresa, demos
de frente com a Aruana e o Willian que estavam vindo
pela República do Líbano e estavam parados
no semáforo.
Atravessamos a Avenida Pedro Alvarez Cabral e cruzamos
novamente com eles na outra mão da via. Pra variar
o farol estava verde para os pedestres, mas haviam vários
carros parados sobre a faixa. “Ziguezagueando”
por entre os carros seguimos em frente, agora cada um
para seu lado. Nós em direção ao
Circulo Militar e eles com destino a Rebouças.
Em frente ao Circulo, viramos a esquerda na Abílio
Soares, uma subida longa, mas com um pequeno grau de
inclinação, tranqüila de subir. Cruzamos
a Paulista, entramos no Viaduto do Paraíso e
despencamos na Vergueiro, ladeira a baixo. Chegamos
a atingir 50km/h mesmo com a bagunça dos carros
parados em pista dupla. Alunos das faculdades da região
que faziam a festa na Vergueiro.
Ao final da Vergueiro, àquela altura já
Av. da Liberdade, atravessamos com cuidado pelo calçadão
em direção a faixa de pedestre para sair
na rua Riachuelo. Eu besta, desci da bike para empurrar,
achando que com isso a Cinthia faria o mesmo, doce ilusão.
Tive que subir na bike e sair correndo, pois estava
com medo de perde-la e que ela entrasse em caminho errado.
Entramos
na Riachuelo e descemos até o Vale do Anhangabaú
para pegar um acesso a direita que saiu ao lado da Prefeitura.
48’20 minutos lá chegamos, 3 minutos após
a moto. Aí foi só deixar a Cinthia chegar
e se divertir com a festa dos repórteres.
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