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Bicicletada
do Dia sem Carro de 2006
Achamos
que teríamos mais ciclistas, mas além
daqueles que sempre comparecem, alguns ciclistas representando
outros grupos como CAB, Sampa Bikers vieram prestigiar
a Bicicletada.
Antes de iniciar a pedalada, começamos nossa
colaboração com a CET, colocando duas
placas na Praça do Ciclista, que fica na Av.
Paulista, altura do número 2400. Um dia antes
recebi um telefonema da Helô, assessora da Soninha,
dizendo que ela pedalaria com a gente.
Segundo seu
assessor, que já estava na concentração,
ela ainda estava na praça Buenos Aires. Decidimos
então que o grupo sairia pedalando e eu iria
encontra-la, para acompanha-la até o grupo.
Vocês podem até não me conhecer,
mas provavelmente já viram minha mascara por
aí, em diversas manifestações na
cidade. Pois bem, como já estávamos pronto
para pedalar, coloquei minha mascara e fui até
a Pça Buenos Aires. Com a mascara, temos uma
certa dificuldade para respirar, pois temos que fazer
mais força que o normal para puxar o ar, mas
dá pra pedalar com ela, na boa.
Chegando na praça, arranquei a mascara para falar
com o assessor dela. Impressionante, mas bastou pedalar
um pouco com ela que ao tirar, tive a sensação
que estava numa garagem, com um carro ligado a mais
de meia hora. Fica nítido que a poluição
é realmente absurda, e que nós já
estamos nos acostumando, principalmente com a sensação
da poluição, algo que eu acho nada bom.
Depois de alguns desencontros, pegamos a Soninha e saímos
pela Paulista atrás da Bicicletada. Os alcançamos
na Brigadeiro com a Paulista, onde eles estavam colocando
mais uma placa. Enquanto estávamos no canteiro
central, duas policiais nos abordaram, perguntando qual
o nosso trajeto e se precisaríamos de escolta.
(hummmm... novos tempos...) Dissemos que não
seria necessário, pois estávamos pedalando
pelas ruas normalmente, como um veículo comum.
A diferença é que estávamos respeitando
todas as leis de trânsito.
Seguimos pela Brigadeiro e logo no começo, um
motorista nada educado, atravessou no meio dos ciclistas
para poder entrar no supermercado. Não custaria
nada ele esperar nós passarmos e fazer a conversão,
mas não me pareceu que ele fizesse de propósito,
como se estivesse com raiva de nós e quisesse
se impor, mas ele atravessou tão naturalmente,
que nem parecia que houvesse bicicletas ali.
Chegamos
na Prefeitura para colocar mais uma placa, no começo
os guardas da GCM ficaram um pouco ouriçados,
mas dissemos que era uma manifestação
pacífica, que estávamos indo para a Vaga
Viva e que na passagem colocaríamos uma placa.
Novamente não tivemos problemas e colocamos duas
placas, uma em frente à Prefeitura e outra no
Viaduto do Chá. Partimos para minutos depois
chegarmos na Vaga
Viva.
André Pasqualini
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na Vaga Viva
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