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Será que dá para adaptar o Estilingão para ciclistas e pedestres? Claro que dá!
14/05/2008
Segundo técnicos da CET e Emurb, quando perguntados do porque do não cumprimento da lei que obriga a prever o acesso de ciclistas na ponte, disseram que não o fizeram por razões de segurança, já que as pistas acessam a via expressa da marginal.
Para quem não sabe, existe o decreto Decreto 34.854 de 3 de fevereiro de 1995, que diz o seguinte:
Art. 1º - Os futuros estudos, projetos e obras viárias no Município de São Paulo, visando a construção de avenidas, contemplarão, obrigatoriamente, espaço destinado a implantação de ciclovias.
Já o art. 4 diz:
Art. 4º - Os novos projetos para implantação de avenidas que impliquem construção de pontes, viadutos e aberturas de túneis deverão prever que essas obras de arte sejam dotadas de ciclovias, integradas com o projeto de construção da avenida.
Portanto eles não podem deixar de cumprir uma lei por alegações de “segurança” e sim planejar obra para resolver esses problemas, pelo menos esse é o papel dos “técnicos” da prefeitura.
A questão das pontes em São Paulo é algo assustador, praticamente em nenhuma tanto os ciclistas e principalmente os pedestres conseguem realizar a travessia com segurança. Apenas a ponte do Morumbi tem essa adaptação e mesmo assim ela foi realizada pela CPTM e não pela Prefeitura.
Mesmo com as placas informando a proibição, a pista continua sendo utilizada, tanto por pedestres como por ciclistas. Muitos pedestres a usam se arriscando na travessia da marginal, ou mesmo para fazer turismo urbano.
Por essas razões o objetivo dessa matéria é provar que é possível e viável economicamente a construção de acessos, tanto para pedestres como para ciclistas. Abaixo você encontrará uma seqüência de fotos com uns grafismos simples apontando os locais onde são possíveis as adaptações.
Nas fotos seguem sugestões para 3 passarelas, uma na Praça José Anthero Guedes que fica embaixo da ponte, entre a Luis Carlos Berrini e a Av. das Nações Unidas. A segunda do outro lado, na Marginal Pinheiros, sentido Interlagos e uma terceira, junto ao Projeto Pomar, onde esta sendo projetada uma Ciclovia nas margens do Rio Pinheiros.
É possível resolver esse problema e enquadrar a ponte dentro da lei, o custo dessas passarelas são tão irrisórios para uma cidade como a de São Paulo que é mais fácil construí-la com dinheiro da iniciativa privada do que ter que aguardar a “burrocracia” das nossas instituições.

Praça José Anthero Guedes entre a Luis Carlos Berrini e a Nações Unidas e abaixo a sugestão de passarela.

arte: Érica (criaturas)

Pista local da Marginal Pinheiros sentido interlagos e abaixo a sugestão da Passarela.

arte: Érica (criaturas)

Existe a possibilidade da construção de uma ciclovia junto ao Projeto Pomar, nas margens do Rio Pinheiros, desde Interlagos até a Usina da Traição. A maior dificuldade desse projeto é em relação aos acessos, já essa ponte poderia ter previsto esse acesso. Abaixo a sugestão da passarela.

arte: Érica (criaturas)
Esta bem claro que é possível construir a passarela, basta apenas um pouco de boa vontade política. Mas uma das hipóteses seria das passarelas serem construídas pela iniciativa privada. Se sua empresa se interessar nesse projeto, entre em contato com ciclobr@ciclobr.com.br, assim poderemos juntos, levar essa proposta a prefeitura.
André Pasqualini
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