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Trânsito no Estilingão, lento para carros e livre para pedestres e ciclistas
14/05/2008
A cidade acabou de ganhar mais um especialista em trânsito. Conforme previ, o Estilingão serviu apenas para ligar um congestionamento a outro e logo no primeiro dia já havia trânsito completamente parado sobre ele.
Segunda-feira, 12 de maio de 08, primeiro dia útil depois da inauguração, usei o Estilingão para atravessar a ponte, de bicicleta. Devido ao trânsito lento, não tive a menor dificuldade em vencer a subida, cair na via expressa da marginal, passar por debaixo das pontes do Morumbi e acessar o acostamento da marginal a direita. Como estava sem minha máquina não consegui fazer o registro.
O trânsito completamente parado colaborou para que eu fizesse esse trajeto com rapidez e total segurança. No dia seguinte voltei ao Estilingão, só que dessa vez "preparado". Em ambos os dias vi muitos pedestres atravessando pela ponte, mesmo sendo obrigados, em algum momento, a fazer uma travessia perigosa.
Mas devo admitir que, depois do Estilingão, o trânsito na Luis Carlos Berrini, entre a Vila Olimpia e o ponte Estaiada melhorou bastante. Pelo menos nesses dois dias o congestionamento caiu uns 2 km. Embora o congestionamento tenha apenas mudado de endereço, ao menos melhorou a situação dos que dependem do transporte público na Berrini, pois um trajeto que era feito em até uma hora, nesses dias foi realizado em 20 minutos.
Claro que seria muito mais barato e muito mais útil, que a prefeitura tivesse construído um sistema de bondes elétricos nessa via. Com o dinheiro da obra daria para construir uma linha saindo do Ceagesp e indo até a ponte do Morumbi, pelas avenidas Faria Lima e Berrini. Com certeza isso seria feito se a prioridade na cidade fossem as pessoas e não os carros.
Mas isso ainda vai ocorrer, cada vez mais pessoas começam a entender que não existe um futuro, que não seja sombrio, se continuarmos com essa maneira de enxergar a cidade. Enquanto esse dia não chega, curtam o desfile das magrelas inaugurando o trânsito no Estilingão.
André Pasqualini
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