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Bicicletadas de Julho, integração entre os participantes das duas maiores Bicicletadas do Brasil
08/09/2008

E "EU VÔ" nesse Bonde também - Polly
Julho de 2008 foi um mês que entrou para a história das Bicicletadas Brasileiras. Em São Paulo e em várias capitais ao redor do mundo, a Massa Crítica sempre ocorre na última sexta do mês. Já em algumas cidades, como Brasília e Curitiba a data é o último sábado do mês.
Há muito tempo atrás, numa época em que ficávamos felizes quando tínhamos Bicicletadas com mais de 15 ciclistas, nos tradicionais “happy hour” que ocorrem depois das Bicicletadas, surgiu a idéia de, ao fim da nossa Bicicletada, pedalarmos até o Tietê e embarcar num ônibus até Curitiba para participar da Bicicletada de lá, que ocorre as 10 da manhã.
A Bicicletada cresceu e a idéia ganhou muita força, em junho de 2008, uma tentativa dessa viagem mostrou que haviam mais de 20 interessados. Como tudo foi decidido na correria, resolvemos adiar para julho, na certeza que o quorum seria maior e não deu outra.

Na Bicicletada Paulistana, estreamos a “Bike Compact Sound”, energizada com duas baterias de No-break, 4 falantes pequenos e um rádio de carro devidamente adaptado para receber um MP3 player. Inauguramos a magrela no mês do aniversário da Bicicletada. Em julho ela completou 6 anos e cerca de 400 pessoas foram convidadas para a festa.

Muitas alegorias, protestos, manifestações individuais e coletivas, muita gente divertida e dispostas a recuperarem o espaço que foi degradado pelos carros. A Massa retornou para a por volta das 23:00, sendo que perto da meia noite, nosso “Bonde” encostou na praça e levou 37 ciclistas paulistanos para “invadir” Curitiba.

36 bicicletas dentro de um ônibus, com assessoria da PasquaLine Logistics
Com muita ciência, matemática e a quebra de algumas leis da física, conseguimos colocar 36 bicicletas dentro do ônibus e seguimos para Curitiba. O êxtase que tomou conta do pessoal, gerou míseros “minutos” de sono, mas nada impediu do nosso bonde chegar em Curitiba por volta das 7 da manhã.

Concentração na Reitoria em Curitiba - Polly
Muitos curitibanos foram recepcionar a massa de São Paulo e todos viram a maior Bicicletada que Curitiba já teve, cerca de 200 ciclistas novamente tomaram as ruas da cidade. O intercâmbio entre as massas trouxe benefícios para ambos os lados. Cidades diferentes, problemas iguais, em escalas diferentes.


Mais do que a celebração da locomoção não motorizada, o que vimos em julho foi um intercambio que trouxe benefícios a todos, não apenas a Curitibanos e Paulistas, mas também a todos os participantes de Massas Críticas do Brasil e do mundo. Que esse exemplo sirva para acabarmos de vez com o bairrismo e o preconceito “ridiculo”, que muitas vezes impede de copiarmos algo que dá certo em outro lugar.

Museu do Olho, local de término da Bicicletada de Curitiba
Foi dado um passo importante para a formação de uma única grande massa, um grande inconsciente coletivo que sempre nos auxiliará a tomar decisões importantes para que nosso mundo seja realmente mais digno de viver. Viva “As Bicicletadas”, viva a celebração das pessoas, principalmente daquelas que não dependem de motores para sobreviver.
Até a próxima Bicicletada
André Pasqualini
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