|
Trajeto
do dia 18/04:
Barra
Bonita
09º dia
 Começou
nosso dia de descanso. Aliás,
tínhamos tantos compromissos
que de descanso não teríamos
nada. Logo no café apareceu
o Valdir. Minutos depois aparecerem
o Celso e o Plínio, que
estavam voltando de um treinamento.
Mostramos toda a nossa parafernália
desmontada no quarto e já
saímos, pois teríamos
um longo dia.
 As
13:00 teríamos o passeio
no Barco do Hélio. Mas
antes tínhamos que dar
uma geral em nossas bikes e
lavar as roupas sujas. Depois
de tanta chuva, as magrelas
estavam em um estado deplorável.
As marchas não entravam
direito, até prejudicando
nosso rendimento. Então
fomos até a casa da mãe
do Valdir, enquanto ele nos
ajudava lavando nossas bikes,
sua mãe dava um super
trato em nossas roupas. Para
matar saudades da nossa mãe,
alugamos a mãe do Valdir
por algumas horas.
 Ainda
fomos na antiga oficina dele
para desmontar os rolamentos
das bicicletas e lubrifica-los
novamente. Em 97, o Valdir morava
só, pois havia acabado
de se separar e tinha, em frente
de sua casa, uma bicicletaria
e uma sorveteria. Hoje ele mora
com a mãe e alugou a
casa onde morava. Naquela época
ele trabalhava para a prefeitura,
era o técnico da equipe
de ciclistas mantida pela cidade.
E tinha um bom trabalho, tanto
é que um dos seus atletas
foi para uma olimpíada.
Hoje a prefeitura acabou com
a equipe de ciclismo e ele se
formou em educação
física. Atualmente ele
dá aulas para as escolas
da prefeitura.
 Bem,
depois de tanto tempo ele matou
suas saudades de bicicleteiro,
consertando nossas bikes que
ficaram parecendo novas, uma
maravilha. Com as bikes prontas,
fomos direto para a praça,
pois já estava quase
na hora do barco zarpar. É
um passeio bem gostoso, com
uma paisagem maravilhosa. Escolhemos
o horário das 13, pois
é servido um almoço
durante o passeio. Seguimos
pela parte de baixo do Tietê,
durante o passeio, o Hélio
vai animando os passageiros
e contando as histórias
do rio. Paramos até em
frente de uma fazenda que pertenceu
ao Dom Pedro II.
 Depois
voltamos a subir o rio para
fazer a eclusa. Para quem não
conhece, a eclusa é um
elevador de água, que
transporta os barcos entre os
níveis da barragem. É
algo bem interessante, pois
a eclusa torna o Rio navegável,
transformando-o em uma hidrovia,
uma opção simples
e barata para o transporte de
cargas.
Para
se ter uma idéia, uma
dessas barcaças de soja,
podem transportar até
o volume de 80 caminhões.
Com a hidrovia Tietê-Paraná,
o rio fica navegável
até Foz do Iguaçu.
Ainda está nos planos
do governo construir uma eclusa
na barragem de Itaipu. Com isso
teríamos uma ligação
do Tietê com o mar aberto.
Mas isso ocorrerá num
futuro, pois devido ao tamanho
da barragem, será necessários
vários níveis
de eclusa, como no canal do
Panamá.
 No
rio Tietê, as usinas de
Avanhandava e Três Irmãos
tem dois níveis de eclusa,
com um lago intermediário,
devido ao tamanho da barragem.
Durante o passeio de barco,
nota-se o quanto a fauna é
rica em Barra Bonita, com diversas
aves pescando no Tietê.
Tivemos que aguardar um barco
descer do nível de cima
para poder fazer a subida. Foi
interessante pois pudemos observar
a água da eclusa sendo
liberada da barragem. Fizemos
o passeio de eclusa, voltamos
e desembarcamos na Barra. Depois
ainda fizemos uma visita ao
Memorial do Rio Tietê,
criado pelo Hélio.
Foi
um dia bem interessante, onde
pudemos curtir ao máximo,
tudo que o Tietê tem a
proporcionar ao povo de Barra
Bonita e seus visitantes. Realmente
eles nos provam que existe melhores
maneiras de se explorar um rio,
sem degrada-lo ou transforma-lo
em esgoto.
|
Acompanhe
o que aconteceu em cada dia da
nossa viagem
|