Trajeto
do dia 20/04:
Bariri - Borborema
11º dia
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 O
dia em Bariri já começou
tarde. Acordei e continuei tentando
terminar de atualizar o nosso
site. O Well, já no dia
anterior desistiu de continuar
devido a alguns problemas musculares
que estavam o incomodando durante
a viagem. O ônibus dele
sairia as 11:30 de Bariri. Deu
o horário e nem pude
me despedir dele na rodoviária,
pois ainda não tinha
terminado de fazer todas as
atualizações.
Quando finalmente consegui,
por volta das 14:00 não
conseguia conectar nem a pau.
Fiquei tentando até as
15:00, depois desisti e arrumei
minhas coisas para cair na estrada,
dessa vez de maneira mais solitária.
Consegui sair de Bariri as 16:00.
Fiz um lanche rápido
num posto e fui embora.
A estrada é muito movimentada
e com trechos sem acostamento.
Neste pedaço os motoristas
não tem muita paciência
com ciclistas não. Tanto
é que foram várias
vezes que usei o acostamento
de terra para desviar dos caminhões
que não aliviavam nem
um pouco.
Minha intenção
era de ir até Novo Horizonte,
mas a coisa seria meio complicada,
já que sai muito tarde.
Então tentei ir, pelo
menos até a Usina de
Ibitinga, mas eram quase 5 horas
da tarde, e nem perto da cidade
de Ibitinga eu estava. Na outra
viagem, fizemos este trecho
a noite, tanto é que
nem sabia direito o que tinha
pela frente. Logo cheguei em
uma ponte com um imenso Rio.
Olhei no mapa e aquele braço
de rio já fazia parte
do Tietê na represa de
Ibitinga.
Como não ia conseguir
chegar a tempo na barragem,
resolvi fazer o registro ali.
Já que não tem
tu vai tu mesmo. Aproveitei
o belíssimo por do sol
para filmar e tirar algumas
fotos. Mais alguns quilômetros
e cheguei em Ibitinga. Já
era noite e faltavam ns 27 quilômetros
para a cidade de Borborema.
Continuei pedalando no breu
total. Alguns trechos da pista
tinha acostamento, já
outros não. O transito
estava muito pesado e não
dava para desenvolver uma velocidade
boa. Mesmo assim toquei forte,
já que não tinha
outra escolha. O primeiro aviso
venho chegando perto da entrada
da Barragem de Ibitinga. Alguns
seres inteligentes, colocaram
vários Bambus atravessados
pelo acostamento, de dia tudo
bem, mas de noite é impossível
vê-los.
Numa das ultrapassagens que
sofri, e fui obrigado a ir para
o acostamento, entrei com tudo
num desses bambus. Não
são varetinhas como estamos
acostumados a ver, e sim umas
toras que pareciam canos de
pvc. Bati com a roda de trás
num deles e por muita sorte
não cai. Continuando
na estrada, entrei num trecho
em que o acostamento é
de cascalho.
Faltavam uns dez quilômetros
para Borborema, foi quando,
numa descida em curva, um maluco
resolve ultrapassar um carro
vindo de encontro a mim. Só
tive tempo de sair para o acostamento
e me esborrachar no chão.
Meu pé ficou preso entre
a roda e o quadro. Estava todo
torto e com muita calma consegui
me desvencilhar. Então
levantei a bike e comecei a
ver se tinha estragado mais
alguma coisa.
Logo após encostou o
carro do cara que foi ultrapassado.
A mulher dele pensou que eu
havia morrido pelo tombo. Ele
até tentou alcançar
o carro para pegar a placa,
mas desistiu e voltou para me
socorrer. Ele me ajudou a colocar
as coisas no lugar, pois, aparentemente
a bike ainda estava inteira.
Eu estou com uma ralada no cotovelo
e outras duas na perna esquerda,
uma no joelho e outra perto
da coxa, mas nada que me prejudique
no resto da viagem.
O curioso é que em 97,
entre o trecho de Barra Bonita
e Macatuba, o Cláudio
pegou um buraco que entortou
a sua roda. O obrigando a ficar
mais um dia na cidade, enquanto
arrumava sua bike. Neste ano,
no mesmo trecho, meu câmbio
entrou no meio da roda, nos
atrasando ainda mais.
Em 97 também, foi exatamente
neste trecho que estou que eu
fiquei desidratado e tive que
tomar soro no Hospital de Borborema.
E novamente neste mesmo local
sofro um acidente. O lado bom
foi que na última viagem
não tivemos mais grandes
problemas daqui pra frente.
E é o que espero que
ocorra amanhã.
Saldo do dia:
Distância percorrida –
66.20 km
Total já pedalado –
720.07 km
Altitude da Nascente –
1.028 m
Altitude máxima do dia
– 550 m
Altitude do destino (Borborema)
- 415 m
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